29
Mai
08

Banquete

Desnudas tua alma e deitas
nesta cama de cremosos labirintos
tecidos pelas mãos deste poema
cáustico

depois temperarei teu corpo
com molho de tempestades
caldo de nuvens acesas
com pedaços de gemidos
cálidos;

algumas fatias de mansos abraços
pitadas de cheiro verde
com lábios achocolatados
e céticos.

E quando o sol abrir suas pálpebras
te porei numa bandeja de sussuros
rítmicos
embrulhada num forno de suspiros
mágicos
e farei do meu café da manhã
um banquete de harpas e silêncios
míticos.

Sebá


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