
Uma timidez e jeito
de andar sempre cabisbaixo.
Nunca vira, assim, o rosto de uma moça,
só improváveis, rosadas, amorenadas coxas.
Joelhos?quase todos iguais
- ah sim, alguns mais delicados,
tão pouco castigados na meninice.
As unhas de Alice,
os pés de Joana,
também tinha o joanete da Marcela
- mas que tornozelos…
Jamais chegara aos cotovelos,
até que veio Ana,
curvar o ângulo dele
em menos de uma semana.
Ana e seu par de braços deslumbrantes
desaguando em mãos calmantes,
quando mexem no cabelo.
Dona de belas duas orelhas,
uma boca de abelha
cheirando a mel.
E Ana é ainda mais Ana quando dança,
mansa, furtando olhares vários
de olhos míúdos que vêem graúdos
os peitos dela balançar que nem chocalhos.
Isolda Herculano
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