Arquivo para Janeiro 11th, 2008

11
Jan
08

Lembrança amarga do sexo da cama mapa

Ela comeu a parte que me cabe
Sugou a língua que me come
Deixou apenas o meu nome
Escrito em baixo da janela
Chupar só é bom se for com ela
Não existe coisa mais intensa
Do que penetrar na influência
Deste lindo olhar de pêlos velas
Paris é bela e o que me consta
Já foi terra do sexo e coisa tal
Pode ser na Paris mais undregraud
Nestes Bairros periféricos da buceta
Quantas vezes gozamos neste mapa
Meio louco, amarelo e desbotado.
O Brasil não existe está sagrado
Pelo branco da gala que escorreu
Este teu púbis indecente já comeu
A parte roliça que me cabe
O que faço agora com este mapa
Que vermelho só goza a solidão
Deste vício de infância da paixão.
A cama cálida ferve em só lembrança
Quero mapa agora como cama larga
Espaço alegre de trepada revoltada,
Ambígua fala falo de fragrância
Pois aquele que chora e também ama!
Exige a presença da parceira
Quero gozo, Paris e a buceta
Cabeluda alegre e indecente
Passear nestes mapas da minha mente
E trepar escondido na miséria
Sucumbir devagar nas coxas dela
A saudade da amada é muito grande
Igual ao tamanho do meu pau
Quero mapa do clitóris e coisa tal
A miséria do falo excitante.

Bruno Gaudêncio




 

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