04
Jan
08

Soneto ao Cajado

Na toca se esconde a Santinha
Que no escuro,safada,se ouriça
No claro nunca, pois por pura preguiça
A desejada insiste em não ser minha.

E meu corpo,pobre devasso,clama
Por somente três movimentos certeiros
Abro,entro e retiro inteiro…
O longo Cajado que de mim emana.

Não tento,porém,fazer disso amor
Posto que o sexo limite não tem,
Sofre, maltrata e não sabe o que é dor

Que uma noite obscura possui…
Trevas,gemidos, choro e sofrimento
Tudo por culpa sua,Cajado,meu armamento.

Julio Onofre


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